Obra da Imaculada Conceição e Santo António

Em Dona Maria, também conhecida como Obra do Padre Abel, saiba mais ...

Obra da Imaculada Conceição e Santo António, em D. Maria

"(...) em 1950, a igreja de Santo António era assediada por doentes pulmonares que, pobres, sem casa e sem assintência médica, por ali passavam os dias mendigando e dormindo em qualquer recanto (...)
Preocupado com tanta miséria e no intuito de ajudar a resolver tal situação, pensou (...) P. Abel Correia Pinto (...), descobrir uma casa que os acolhesse e onde pudessem passar o resto dos seus dias com um mínimo de assistência e dignidade. Foi em Meleças a residência encontrada.
(...) tudo estava pronto para receber os primeiros doentes no dia de Nª Senhora dos Anjos - 2 de Agosto de 1952.
O medo manifestado pelos moradores, zona enquadrada no triângulo turístico, etc... foram razões que levaram a que, à última hora, a autoridade assistencial determinasse o cancelamento da sua abertura.
Hesitações e desânimos se seguiram, mas acabaram por ser superados (...) foi em D. Maria, freguesia de Almargem do Bispo, a residência encontrada (...)
Com isto o problema dos tuberculosos incuráveis não estava resolvido, pois não havia (...) o mínimo exigível para poder recebe-los! Em reunião (...) assentou-se: se não vai para os doentes, então atendamos às suas filhinhas a fim de não serem contagiadas e se poder aliviar a dor e a pobreza dos seus pais. Optou-se pelas meninas porque o P. Américo já tinha várias casas para rapazes desprezados da sociedade. (...) viram a protecção do Senhor pela mão de Santo António sobre esta crianças e sobre esta OBRA que ficou, quase como sub-título identificativo: as "Meninas d'Ele".
(...)
Dentro desta linha de orientação, distinta dos colégios e dos internatos tradicionais, sem uniformes que os massaficassem, vestindo do muito que lhe davam e escolhendo a seu gosto, se foi caminhando até que, em 4 de Janeiro de 1975, faleceu repentinamente o seu fundador e orientador P. Abel H. Correia Pinto.
(...)
Não será perda de tempo explicar aqui um pequeno pormenor, ainda não relatado e que nos explica o novo tipo de crianças que hoje temos nas nossas duas instituições de Caneças e D. Maria.
Houve em Portugal uma campanha bem organizada contra a tuberculose até ser erradicada do nosso país. Não haveria, pois, razão para continuar esta obra! Só que apareceram novas doenças e mais graves, que urgia socorrer: famílias degradadas, abandono e maus tratos das crianças. (...) Era a nova chaga da sociedade de consumo que começou a desenvolver com todas as consequências negativas que trouxe: drogas, alcoolismo, prostituição, sida, etc... A nossa OBRA começou então abrir-se a esta nova realidade das crianças desprotegidas.
(...) [as crianças] começaram e frequentaram não apenas a escola primária, mas também a escola preparatória e secundária conforme as capacidades de cada um. Tornava-se premente ter educadoras à altura que lhes dessem, não apenas, nem principalmente, a técnica, mas o carinho e a formação básica de que só as mães são capazes; por isso em 4 de Outubro de 1976, a pedido do novo Director, veio a Congregação das Irmãs Franciscanas Missionárias De Nossa Senhora complementar e ajudar na sua organização e formação.
(...)
A Obra Da Imaculada Conceição E Santo António foi registada a 23 de Janeiro de 1986, título este escolhido e usado pelo fundador, P Abel Correia Pinto.
Quanto aos critérios de admissão resumem-se a muito pouco: os casos mais graves e as maiores dificuldades das crianças estão em primeiro lugar, enquanto houve espaço."

Excerto de:

"Obra da Imaculada Conceição e Santo António"